Ao som de Raiohead no repeat!
Tudo se começava ao momento em que deixei de sentir os meus pés e como um balão de hélio, comecei a flutuar. Não tinha mais controle sobre nada, olhava para baixo e via o meu antigo eu, desorientado parecendo seguir um fluxo comum de vida. Agora eu era dois. Não tinha mais nenhum controle sobre o meu eu lá debaixo, mas aqui em cima, minha consiência funcionava.
No momento senti uma grande necessidade de acompanhar a mim em qualquer jornada, seja ela qual for e vivenciei as maiores sensações de vida! Será que eu consiência, atrapalhava isso?
Via a mim mesmo sendo envolto a milhões de plasmas de energia encantada e por onde passava, deixava um rastro de cor e alegria… O respirar do corpo era intenso e fortemente vivo! Eu não sabia exatamente o que estava fazendo naquela minha metade. Mas via claramente um brilho nos meus próprios olhos, uma esperança enorme.
Neste tempo em que fiquei me observando fora de mim, me surpreendi. Eu estava tão vivo lá embaixo, tão feliz, tão carinhoso com tudo, todos. Era como se fosse a melhor fase vivenciada por mim. Mas de certa forma, eu aqui em cima estava fora daquela alegria, mesmo porque eu apenas observava e admirava.
Mas descobri que a grande fonte para tudo isso era uma cachoeira chamada paixão! Eu me via lá, bebendo daquele líquido mágico, viciante. Eu olhava pra ela e me enchia de enrgia, e repassava para o mundo essa maravilha. Era tão louco isso, mas tão bom, que resolvi não tentar voltar ao corpo pelo menos naquele momento.
Mas quando tudo parecia explodir de tanta enrgia, a cachoeira simplesmente seca! Me vi lá embaixo, em desespero, procurando a cachoeira, tentando entender o que de fato tinha acontecido.
Como ela pode ser sumido? Não parecia ser verdade. Eu observava tudo daqui, e derrepente tudo aquilo que era maravilhoso, se torna triste, sombrio, desesperador. Aqui em cima vendo meu sofrimento lá embaixo só me fazia derramar as mesmas lágrimas.
O destino judiou! Como era doloroso se ver encolhido, secando, sem ter um pingo de energia pra absorver, pra beber! Acabou! Desesperado por ajudar a mim mesmo, me joguei sobre meu outro eu, tentando retornar ao meu próprio pra si, e quando acordei, tudo tinha acabado, tudo!
Aos soluços regado a lágrimas e coração disparado, acordo de uma alucinação de meses sem entender exatamente o que aconteceu. Foi tão triste descobrir que fui vítima de minha criatividade.
Nada daquelas energias e vibes existiam de verdade, eu simplesmente as criei tudo isso em minha mente para dar apoio psicológico e sustentar essa paixão doentia.
Agora pareço estar novamente no mundo comum, depois de um chacoalhão em meus sentidos. O que tenho serão grandes lembranças destes choques terríveis que as vezes a vida nos dá!
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